8 de novembro de 2009

Erros

A sequência de erros que as vezes cometemos podem acarretar em perdas e solidão por toda a vida. Não estou falando que é um erro, errar. Mas talvez, seja errado insistir em muitos erros que comentemos. Quantas vezes você não cometeu um erro, que alguma vez, você já viu alguém cometer? Ou pior, que você já cometeu uma vez? Provavelmente são incontáveis tais vezes que isso já aconteceu. E você nunca, nem se deu conta.É importante dizer, que chamo como erro, qualquer ato não premeditado por outra pessoa, que como consequência acarretou uma briga, uma perda, algum arrependimento. Seja um oi não dado, um pedido recusado, um aniversário esquecido, uma traição, um roubo. Não importa o gênero e nem o grau do erro. Importa você notar que errou, independente da situação em si. É importante você não tentar justificar. Você errou. Pronto. Não existe explicação para nenhum erro cometido. Se você não deu oi, foi porque você não quis dar oi. Se você traiu, não foi porque você estava bêbado e a bebida te faz trair. Procurar razões para se justificar dá mais trabalho que assumir.Ainda bem que para nossas mancadas, existe sempre uma saída. Para o erro, existe o pedido de desculpas, existe o perdão. Demonstrar o arrependimento é uma das maneiras mais bonitas para ser perdoado. Mas não espere que seus atos sejam esquecidos. As pessoas te desculparão, mas muitas vezes, farão piadas a respeito disso. Pisarão no seu erro. E você terá que aprender a conviver com isso. Conforme-se.

2 de novembro de 2009

Somos!

Somos tudo aquilo que queremos ser e que nos permitem ser. Somos saudade, amor e perdão. Somos super-homem, o rei da selva e a fada madrinha. Somos aquilo que sonhamos. Aquilo que nos permitimos sonhar. Somos criança, doce e personagem. Somos cor, sorriso e desespero. Somos o filme mais visto, a história mais dita, a vida passando. Somos fruta, desejo, alucinação. Somos o sol, o mar, a brisa. Somos a cultura, a crença e a realização. Somos o que podemos ser. O que aparece primeiro. O que vem com mais intensidade. Somos a música, o jogo, as fichas de poker. Somos o amparo, a ligação não esperada, os nossos atos. Somos tudo aquilo que fazemos, que sentimos, que causamos. Somos responsaveis, inconsequentes, esperança. Somos mistura, sabor. Somos signo, fé, busca. Somos o futuro, o presente e o passado. Somos corpo e alma. Somos racionais. Esperamos pela hora perfeita, pela frase que combine, pela resposta positiva. Somos objeto da ciência. Somos remédio, doença, tristeza. Somos cura, fortaleza, paz. No fim, não somos mais nada. Somos tudo. Incoerência, concordância. Somos tudo aquilo que um dia esperamos. Realizações. Somos eu, você e ele. Somos nós. Somos ninguém. Somos nossos sonhos não sonhados, o sorriso não dado e a companhia recusada. Somos arrependimento e somos glória. Somos as nossas limitações. Somos os personagens de desenho animado. Somos ficticíos. No fim, somos apenas nós mesmos. Sonhando.

20 de outubro de 2009

2409

Li hoje no site do Terra que no futuro, a previsão é de que as mulheres sejam levemente mais baixas e rechonchudas. Analisados por um grupo da Universidade de Yale, os dados, que levam em conta a altura, peso, pressão arterial, colesterol e outras características correlacionadas com o número de crianças a que elas deram a luz, mostram que mulheres pequenas e mais gordinhas, tendem a terem mais filhos.Mostra ainda que tais filhos, quando do sexo masculino, em geral, são mais altos e magros. Já a menina, adota as características da mãe e possuem a tendencia em terem mais filhos. Outro dado interessante é o fato de que, mulheres com colesterol e pressão baixos, também tem mais filhos e tiveram seu primeiro, na juventude.A notícia finaliza dizendo que, o biólogo Stephen Stearns calcula que, se tal tendência persistir durante os próximos dez anos, a mulher de 2409 será dois centimetros mais baixa e 1kg mais pesada do que ela é atualmente. Além de tudo isso, ela terá o primeiro filho cinco meses mais cedo e a sua menopausa chegará dez meses depois.


Fico imaginando se alguém com pouco conhecimento e estar fora dos padrões ditados pela moda, ler essa notícia. É capaz de chegar a conclusão que está dentro de todas as estátisticas mostradas e assim, deverá ter seu filho mais cedo que pretendia para poder ter um atraso na sua menopausa... Confesso que, se eu não soubesse que o uso de anticoncepcional direto inibe a menopausa, eu até ficaria muito feliz em atingir tal problema, dez meses mais tarde que o comum. Agora, não me faz muito a cabeça o fato de ter filhos tão cedo. Fala sério, a notícia dá a entender que deve-se ter filho perto dos vinte. E convenhamos, perto dos vinte, é muito cedo pra obter tal responsabilidade.Agora, talvez no futuro, seja bem interessante essa questão de ter mais filhos, até porque do jeito que o mundo tá, será necessário mais mão de obra, mais pessoas com boas idéias, mais cabeças pensantes para dar conta de tanta modernidade e de tanto problema que Mundo irá enfrentar...

13 de outubro de 2009

Prazer.

Li outro dia no final de um episódio de One Tree Hill, uma frase do John Steinbeck onde dizia que se temos que escolher entre duas maneiras de pensar e agir, devemos nos lembrar que vamos morrer e portanto, devemos tentar viver de forma que a nossa morte não traga nenhum prazer para o mundo.
Achei um tanto intrigrante a frase. Não por falar da morte, diga-se de passagem, não tenho problemas em falar sobre tal assunto, muito menos, medo da mesma. Mas, por relacionar as nossas escolhas de pensar e agir com tal assunto.
Creio que Steinbeck, ao falar sobre essas duas maneiras, referia-se a seguir pelo lado bom ou o lado ruim da vida. Como se fossem dois caminhos distintos, sem "ponte" entre eles e sem volta, assim como a vida, de fato é. Afinal, mesmo que a pessoa entre em determinado caminho e consiga mudar para o outro, ela nunca terá se 'libertado' do seu passado, e em ultimos casos, se ela conseguir tal libertação, sempre existirá alguém para fazê-la voltar.
Agora, a questão do prazer ao qual John refere-se, é um outro assunto. Penso que, independente do caminho que escolhemos, devemos, de alguma forma, realizar alguma coisa que dê prazer, no futuro, à alguém. E falo em prazer, as mais diversas opções. Desde algum ensinamento até um erro. Se estamos aqui, vivendo, realizando sonhos, seguindo por um caminho, bom ou ruim, e no final, sabemos que vamos morrer, qual é o objetivo de tudo isso (de até, passar todo esse trabalho), se não podemos proporcionar um prazer, a ser sentido no futuro por alguem que não conhecemos?
Pode ser que eu interpretei mal a frase de Steinbeck, e as vezes espero ter interpretado errado mesmo. Mas, se a minha interpretação estiver correta, eu desejo que as pessoas pensem como eu, e possam proporcionar algum tipo de prazer, à alguém, algum dia, em algum lugar.

10 de outubro de 2009

Viver Antes Que O Show Termine

Como cantava Renato Russo, “Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar no sonho que se tem. Ou que seus planos nunca vão dar certo. Ou que você nunca vai ser alguém”. Afinal de contas, vivemos para quê ou por quem? Vivemos para sermos felizes e devemos buscar essa tal, felicidade. Quem quiser? Que venha atrás.
Talvez eu não saiba muito sobre a vida. Ela é uma incógnita e como todas, se você não tentar descobrir o que é, jamais saberá. Como Charles Chaplin disse: “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios”. Existem vários caminhos diferentes que nos levam a várias “vidas” diferentes. Cabe-nos decidir qual deles seguir. Sem medo de errar, de não conseguir ou até mesmo de vencer. É evidente que muitos teimam em levar a vida dominada por medos e não percebem o quão simples essa de fato, é.
Estamos todos aqui seguindo nossos caminhos com apenas um motivo. Resta para cada um, saber qual motivo é esse. O tempo não espera para que possamos seguir nossos destinos ou para que façamos nossas escolhas. Ele simplesmente continua. Quero lembrar-me, no futuro, que eu dei o melhor de mim e que no final valeu à pena. Quero poder dizer que a vida foi maravilhosa e que se realmente quisermos existem coisas pelas quais vale a nossa luta.
Viver implica acreditar-se imortal e eterno, mesmo sabendo que nada é permanente. Por menor tempo que alguma coisa dure, por que, ao invés de pedir que seja para sempre, não aproveitamos enquanto ela está presente? Faça planos, mas não abuse. Você irá realizá-los, pois, são os pequenos acontecimentos, que tornarão certos momentos inesquecíveis. Lembre-se que nada, absolutamente nada, é eterno, mas, faça o máximo para que certos momentos perdurem em sua memória por tempo indeterminado. O passado existe para aprendermos a viver o presente e começar a semear o futuro. Aconteça o que acontecer, não esqueça que a vida é um livro aberto no qual nós escrevemos à caneta. Manuscreva seu livro até o fim sem medo de cometer rasuras. Acredite, você é importante, por isso não se esqueça de registrar uma página no livro de outras pessoas.
Agora dêem-me licença, que enquanto estou aqui, a vida está passando lá fora e como disse Agatha Christie: “Eu gosto de viver. Já me senti ferozmente, desesperadamente, agudamente feliz, dilacerada pelo sofrimento, mas através de tudo ainda sei, com absoluta certeza, que estar viva é sensacional”.